Materiais composites: seu uso,versatilidade e futuro

Em sua apresentação, Waldomi­ro Moreira, coordenador de vendas e marketing da Elekeiroz (Várzea Paulis­ta, SP), ministrou um panorama altamente informativo e abrangente dos materiais composites como um todo, indo desde a extração das matérias-primas até a especificação de peças de elevada complexidade técnica para mercados avançados. “Inovadores, os composites apresentam diver­sos precursores, como o próprio bambu, conjunção de fi­bra com material de enchimento, e os ossos, resultado de fibras de colágeno com o ligante hidroxiapatita”, afirmou. A extração das matérias-primas (resinas) para composites consiste no fracionamento do petróleo, em substâncias quí­micas que dão origem às resinas poliéster e éster-vinílicas, duas resinas muito usadas nesse mercado. Para produzir essas substâncias, são usados eteno (para obter, com o ben­zeno, monômero de estireno, assim como glicóis etilêni­cos), propeno (para obter glicóis propilênicos) e benzeno (para o monômero de estireno e ácido tereftálico). Já para produzir poliéster são usados ácidos carboxílicos saturados e insaturados com álcoois polifuncionais. Para produzir éster-vinílicas são utilizados bisfenol A ou F propoxilado, epicloridrina e ácido acrílico ou metacrílico. O outro compo­nente dos composites (a fibra, que pode ser de carbono, de vidro ou de aramida) é produ­zido (no caso da fibra de vidro) por aquecimento controlado de mistura de dióxido de silí­cio (quartzo), diversos outros óxidos, fiberização, tracionamento e tratamento superficial do material, que é oferecido sob a forma de fios contínuos, picados, mantas e tecidos, numa infinidade de variedades.


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