Sandero: 88% dos componentes plásticos são nacionais


Mais novo lançamento da Renault do Brasil (São José dos Pinhais, PR) e primeiro carro mundial da empresa montado fora do continente europeu, o Sandero faz uso de componentes plásticos fabricados em sua grande maioria, no Brasil. Segundo Adriano Kantoviscki, supervisor de engenharia do Laboratório de Engenharia de Materiais da empresa, 88% das peças plásticas utilizadas na montagem do modelo são produzidas no Brasil. “Pára-choques, guarnições interiores, faróis, lanternas, molduras, grades, assentos, tapetes, guarnições em borracha e componentes plásticos do motor são apenas algumas dessas peças”, afirmou. Os polímeros usados nas peças são polipropileno (puro ou reforçado), ligas de ABS-PC, policarbonato, poliésteres diversos, poliamidas (puras ou reforçadas), POM (poliacetal) e poliuretano.

A liga Noryl, um copoliéster, desenvolvida pela primeira vez pela empresa para o projeto Scénic em parceria com a então GE Plastics (hoje Sabic), com vantagens em versatilidade de design, leveza, simplificação de operações de fabricação e resistência a pequenos choques, sem deformações permanentes.

Desenvolvimento feito em parceria entre o Centro de Engenharia (Technocentre) da matriz da Renault na França e o Centro de Engenharia Regional das Américas (RTA), a criação do Sandero teve como principal objetivo cumprir as expectativas dos clientes regionais da empresa. “A escolha dos materiais deu-se com base nos materiais e fornecedores que já forneciam peças para outros projetos locais (Clio, Megane e Logan). “Em geral, não ocorreram grandes modificações nos materiais adotados, o que normalmente se dá para atender mercados locais ou legislações específicas”, disse Kantoviscki.