Esporte e lazer - PET reciclado nos estádios de futebol

A diversidade de aplicações para o PET reciclado, no Brasil, coloca o país na liderança de utilizações para o material. No caso do futebol, a nova camiseta da seleção brasileira, anunciada no mês passado, é mais um item que reforça essa afirmação. Afinal, nos estádios, o PET reciclado pode ser encontrado em vários produtos.

Abaixo os principais exemplos que poucos torcedores conhecem:

• Mantas geotêxteis: é a grande responsável pela eficiência do sistema de drenagem do gramado. Isso porque o produto, feito 100% de PET reciclado, funciona como um filtro, ao reter a terra e permitir que a água escoe. As mantas também são muito utilizadas em jardins, drenagem de estradas e fundações prediais. Toda a extensão das marginais Pinheiros e Tietê foram projetadas e construídas com elas.

• Bancos e cadeiras: a exemplo do que acontece com os bancos de ônibus, em alguns estádios de futebol os bancos ou cadeiras cativas de plástico são fabricados com uma resina estrutural de PET reciclado. É a mesma resina utilizada na produção de piscinas, caixas d’água, painéis e aerofólios de automóveis e caminhões, pranchas de surf ou bancadas de mármore sintético. Esse tipo de aplicação foi a que mais cresceu no País em 2008 e hoje responde pela participação de 18% de todo o PET reciclado.

• Chuteiras: há muitos anos, calçados esportivos e até sociais utilizam um produto conhecido como TNT ou tecido não-tecido, feito com PET reciclado. Também está muito presente no solado das chuteiras. Além dos jogadores que estrelam os estádios de futebol brasileiros, os consumidores já contam com marcas renomadas que usam o PET reciclado na estrutura de seus calçados.

• Camisetas, uniformes e roupas esportivas em geral: além dos uniformes dos jogadores, sem saber, os torcedores também podem estar utilizando camisetas normais ou dos times de futebol com PET reciclado em sua composição. Afinal, a indústria têxtil brasileira é a maior usuária do material. Em torno de 38% de todo o PET reciclado no Brasil vai para esta indústria, que foi a pioneira neste tipo de uso. Em uma das primeiras edições da São Paulo Fashion Week, um dos destaques foi um desfile onde a coleção de luxo era produzida com PET reciclado.

• Bolas: a exemplo do que acontece com as chuteiras, as bolas também podem contar com um reforço similar, feito de PET reciclado.

• Rede do gol: as cordas que formam a rede do gol também podem ser feitas de PET reciclado. Aliás, o Brasil abriga uma das maiores empresas de cordas 100% à base do material reciclado da América Latina, que produz itens tão resistentes que são usados para a amarração de navios.

•Salas VIPs: mesmo nos espaços mais exclusivos, dedicados a torcedores privilegiados, o PET reciclado pode estar presente nos carpetes e no sistema de filtração do ar condicionado.

O torcedor que estiver portando algum celular, pode também estar levando um pouco de PET reciclado para dentro do estádio. Alguns modelos de marcas como Motorola e Samsung, lançados recentemente, possuem o material em sua estrutura.

Tamanha diversidade de aplicações é resultado de investimentos por parte de uma indústria que hoje movimenta mais de R$ 1 bilhão ao ano e reúne aproximadamente 500 empresas, que reciclam 54,8% das garrafas de PET descartadas no Brasil. Esse volume posiciona o País como um dos líderes na atividade, à frente dos Estados Unidos e da União Européia.

Além do futebol, o Brasil já figura entre os campeões da reciclagem de PET.