Melhoram os índices do setor de compósitos
Faturamento e consumo de matérias-primas cresceram
no 3º trimestre, aponta pesquisa da Maxiquim

Entre julho e setembro, o setor brasileiro de materiais compósitos faturou R$ 713 milhões, alta de 1,4% em relação ao trimestre anterior. Frente ao igual período do ano passado, o valor é 9,8% maior. O consumo de matérias-primas também subiu: de 45.500 para 55.700 toneladas (+22,3%). Os dados fazem parte de um levantamento da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Brasileira de Materiais Compósitos (ABMACO).
Para Gilmar Lima, presidente da ABMACO, a retomada se deve à boa fase vivida pelas montadoras de ônibus e caminhões. O segmento de transportes é o segundo maior consumidor brasileiro de compósitos, atrás apenas da construção civil – respondeu por 16% do total processado no país em 2010.  

“Implementos rodoviários e o agronegócio de uma maneira geral também atravessam um momento favorável, assim como continua crescendo a demanda oriunda dos mercados de geração de energia eólica e construção civil”. Esta última, porém, tem evoluído num ritmo mais lento do que o esperado, em função do atraso na liberação de verbas dos programas governamentais. “Mas as expectativas são muito positivas para os próximos meses”, confia o presidente da ABMACO.

Ainda segundo o estudo da Maxiquim, o Brasil vai consumir neste ano 208.000 toneladas de materiais compósitos, 1,8% a mais do que em 2010. Já o faturamento do setor, por conta das sucessivas altas nos insumos petroquímicos, deve fechar em R$ 2.847 bilhões, resultado 10,2% maior do que o aferido no ano passado.

Resultantes da combinação entre resinas termofixas e reforços – fibras de vidro, por exemplo – os materiais compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 40 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d´água a peças de aviões.

Para mais informações, acesse www.abmaco.org.br

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