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Nova locomotiva brasileira da GE passa a contar com Finame



A locomotiva Evolution ES43BBi, projetada pela GE Transportation para atender às especificidades das ferrovias nacionais, já pode ser adquirida por meio do Finame, linha de crédito do BNDES que prevê taxas de financiamento mais atrativas de acordo com o índice de nacionalização da máquina ou equipamento. Atualmente, o modelo apresenta nível de nacionalização superior a 40%. De acordo com o Plano de Nacionalização Progressiva (PNP) acordado pela GE com o banco de fomento, a máquina deverá atingir índice superior a 60% até dezembro de 2017.

“A inclusão da Evolution ES43BBi no Finame representa um marco para a GE e para a indústria ferroviária como um todo, visto que este modelo deve preencher um gap importante no mercado ferroviário nacional”, comenta Rogério Mendonça, presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina. A nova locomotiva foi projetada por engenheiros brasileiros considerando as características únicas das ferrovias de bitola métrica do país, que hoje representam 80% da malha ferroviária nacional.

O projeto de nacionalização da máquina está dividido em três frentes principais: integração dos times de engenharia e projetos de diferentes países para atuarem em parceria com o time da GE Transportation no Brasil; atração de fornecedores locais e globais para atuarem em parceria com a empresa na composição do novo modelo de locomotiva; e atração e qualificação de mão de obra local para atuar na linha de montagem do novo modelo na fábrica da companhia em Contagem (MG).

Ao todo, mais de 120 profissionais da GE Transportation no Brasil, Estados Unidos, Rússia e Índia estão envolvidos no projeto de nacionalização da Evolution ES43BBi. Paralelamente, segundo estimativa da fabricante, de 10 a 15 novos fornecedores, entre empresas nacionais e globais, devem se juntar à cadeia de suprimentos da GE visando atender ao cronograma de nacionalização do novo modelo de locomotiva.

“O projeto de nacionalização da Evolution ES43BBi segue um formato diferente dos demais projetos que realizamos nos últimos anos”, explica João Luiz Rezende, gerente de Projetos da GE Transportation, comparando o processo atual com o de nacionalização dos modelos Dash 9 e AC44. “Estamos iniciando o projeto atual do zero, o que significa que estamos integrando diferentes tecnologias e diversificando nossa lista de fornecedores a fim de atender às especificidades do planejamento estabelecido e, paralelamente, entregar ao mercado um modelo inovador e com grandes diferenciais tecnológicos”, complementa.

Para expandir sua cadeia de suprimentos, a GE tem buscado parcerias com alguns de seus fornecedores globais, porém ainda sem atuação no mercado ferroviário brasileiro, e com empresas nacionais com atuação em outros segmentos, como mineração e petróleo e gás. Para essas empresas, a entrada no mercado ferroviário garante estabilidade e competitividade para o caso de haver flutuações ou incertezas em seus mercados primários, pontua Rezende.

Plano de nacionalização de locomotiva Dash 9 é concluído

Em paralelo à inclusão da Evolution ES43BBi no Finame, a GE Transportation também anuncia a conclusão do Plano de Nacionalização da locomotiva Dash 9, modelo que também circula em ferrovias de bitola métrica. Com isto, hoje a máquina possui índice de nacionalização superior de 60% , portanto acima do requerido pelo BNDES.

“O cronograma de nacionalização da Dash 9 previa a entrega do modelo com o índice solicitado pelo BNDES em dezembro de 2015, mas conseguimos nos antecipar ao planejamento inicial a fim de, a partir deste ano, focar nossas atenções inteiramente no processo de nacionalização da Evolution ES43BBi, agora em curso”, explica João Luiz Rezende. “Resumidamente, um projeto que havíamos planejado em três fases conseguimos entregar em somente duas”, detalha.

Para se antecipar ao planejamento previsto, a GE Transportation ampliou parcerias já existentes com diferentes fornecedores brasileiros, assim diversificando os componentes entregues por cada um de seus mais de 60 parceiros locais.

“A conclusão de mais um projeto de nacionalização reforça o papel da GE como um desenvolvedor da cadeia produtiva local e como um dos players que está liderando o processo de transformação da indústria do país, que caminha para ser um polo de produção no segmento ferroviário”, celebra Rogério Mendonça.




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