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Petrobras investirá US$ 2 bi na conclusão de unidades do Comperj

Estatal informou ainda que busca sócio para concluir os investimentos na refinaria do Comperj

O diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da Petrobras, Roberto Moro, disse que a companhia está buscando sócio para concluir os investimentos na refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio, e que o novo parceiro terá que entrar no projeto com cerca de US$ 2,3 bilhões.

Até o momento, cerca de 85% da sobras na refinaria já foram executadas. A expectativa da companhia é que o novo sócio fique responsável pelos 15% restantes. “Pode ser que a gente leve alguns meses para formalizar o negocio, não é fácil”, admitiu Moro, que depõe na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga as possíveis perdas econômicas, financeiras e sociais que sofreu o Estado do Rio, nos últimos dez anos, por influência da gestão da estatal.

Já a Petrobras, com capital próprio, deve investir cerca de US$ 2 bilhões para concluir as unidades de processamento de gás natural (UPGN) e a central de utilidades do Comperj. “Esses recursos [para a UPGN e central de utilidades] já estão previstos no plano de negócios 2015­2019”, disse o diretor de Engenharia.

De acordo com Moro, a previsão é que a geração de empregos no Comperj deve subir do atual patamar de 11 mil trabalhadores para 15 mil pessoas durante as obras de conclusão da UPGN e central de utilidades, que devem ser concluídas em 2017.

Também presente na reunião, o diretor de Abastecimento da estatal, Jorge Celestino, afirmou que a conclusão do primeiro trem da refinaria deve levar cerca de dois anos, assim que a companhia encontrar um novo sócio para o projeto. Com capital próprio, a Petrobras não tem perspectiva de concluir o projeto no horizonte do plano 2015­2019.

Celestino comentou, ainda, sobre os planos de construção do segundo trem da refinaria e disse que o projeto já não é mais necessário, tendo em vista a atual desaceleração no ritmo de vendas no mercado de combustíveis. (Valor Econômico)



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