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Déficit em produtos químicos soma US$ 10,3 bilhões no primeiro semestre de 2016

 

Políticas públicas focadas no comércio exterior são indispensáveis para retomada do crescimento

As importações brasileiras de produtos químicos no primeiro semestre do ano totalizaram US$ 16,2 bilhões, queda de 14,2% em relação a igual período de 2015. Em volume, ao contrário, as compras externas tiveram elevação de 9,7%, registrando 17,2 milhões de toneladas. No mês de junho, especificamente, foram importados US$ 3,1 bilhões, aumento de 9,4% em relação ao valor registrado em maio e queda de 15,5% na comparação com o mês de junho de 2015.

As exportações brasileiras de produtos químicos, por sua vez, tiveram no mês de junho, uma queda de 13,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando US$ 1,0 bilhão, e de 1,1% em relação ao mês de maio. No agregado do primeiro semestre, as vendas externas somaram US$ 5,9 bilhões, queda de 7,4% em relação a igual período do ano anterior.

O déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 10,3 bilhões no primeiro semestre deste ano. Nos últimos 12 meses (jul/15 a jun/16), esse indicador alcançou o valor de US$ 23,2 bilhões, o que demonstra claramente os impactos do baixo desempenho da atividade econômica nacional nos primeiros meses do ano no setor químico brasileiro.

Os intermediários para fertilizantes, com importações da ordem de US$ 2,4 bilhões no semestre, continuando figurando como os produtos mais importados no acumulado do ano, apesar da redução de 10,2% em relação a igual período de 2015. Em volume, contudo, tais produtos totalizaram 9,8 milhões de toneladas importadas até junho, aumento de 19,2% em relação ao primeiro semestre de 2015.

Para o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, a primeira metade do ano evidencia a necessidade de fortalecimento do comércio exterior como elemento protagonista na construção de políticas públicas que permitam a retomada do crescimento econômico nacional. “Simultaneamente é indispensável que tanto o sistema de defesa comercial, para resguardar a indústria doméstica de práticas desleais de comércio, quanto o fomento à cultura exportadora, para ampliar as condições competitivas brasileiras no exterior, estejam entre as prioridades da agenda de curto e médio prazo para o Governo”, destaca Figueiredo.

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