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Crescimento de 7,1% da demanda interna no primeiro quadrimestre mostra oportunidades para o segmento nacional de produtos químicos de uso industrial


De janeiro a abril deste ano, o Consumo Aparente Nacional (CAN), que mede o comportamento da demanda doméstica na ponta (produção + importação - exportação), apresentou expressivo aumento de 7,1%. No entanto, a produção e as vendas internas não acompanharam essa alta. Assim, a maior parte do aumento do mercado foi atendida por elevações nos volumes importados, que subiram 29% no mesmo período. Segundo a diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Coviello Ferreira, o cenário atual de elevada ociosidade das plantas locais e de aquecimento do mercado interno apresenta-se como um campo de oportunidades para o crescimento da indústria nacional, incentivado pelas recentes ações do Governo Federal, como a publicação da Medida Provisória de número 613 (MP 613), que estabeleceu a redução das alíquotas do PIS e da Cofins de matérias-primas petroquímicas de primeira e segunda geração.

“O ponto mais importante deste Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC) é justamente a sinalização da oportunidade para o País, advinda do forte crescimento do mercado nacional de produtos químicos nos primeiros quatro meses do ano. Apesar de não termos conseguido suprir esse crescimento da demanda com produção local, temos a chance de reverter essa situação de desequilíbrio. A MP 613, bem como a adoção das demais medidas pleiteadas pela química, são importantes para que consigamos elevar o atual nível de utilização da capacidade instalada e reduzir o volume importado, gerando emprego e agregando valor aqui no Brasil”, afirmou Fátima Giovanna.

Tais medidas favoráveis, que haviam sido inseridas na ‘Agenda do Conselho de Competitividade’, chegam em um momento crítico para o setor químico nacional. Segundo dados divulgados no RAC, a produção e as vendas para o mercado interno tiveram redução, em abril de 2013, de -3,13% e de -0,8% respectivamente, em relação ao mês anterior. Também em abril, o índice de preços teve elevação de 0,2% em um mês e o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 83%. Esses resultados contribuíram para o fraco desempenho do segmento no 1º quadrimestre de 2013, período em que se registraram quedas nos volumes, comparativamente a iguais meses do ano passado: produção -1,29% e vendas internas -0,61%.

O volume de importações teve elevação de 29,4% no primeiro quadrimestre, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já as exportações caíram 6,6% em relação aos primeiros quatro meses de 2012.

Nos últimos 12 meses, encerrados em abril de 2013, o déficit de produtos químicos acumula US$ 30,23 bilhões.

Custo da mão de obra
Ao lado da matéria-prima e da carga tributária, o custo da mão de obra é outro elemento que encarece a produção do segmento de produtos químicos para uso industrial no Brasil. Por isso, o Governo Federal decidiu inserir, dentre as medidas listadas no Plano Brasil Maior, a de desoneração da folha de pagamento de diversos elos da indústria, especialmente daqueles que são intensivos em mão de obra.

O setor químico emprega pessoas com elevado nível de qualificação profissional e que, por isso, são remuneradas com salários mais altos do que a média da indústria. Segundo estudo da equipe de Economia e Estatística da Abiquim, o Custo Total da Mão de Obra (CTMO) – soma dos salários pagos, outros pagamentos em dinheiro, encargos sociais e benefícios – do segmento é quase o dobro (1,97 vezes em 2012) do conceito de salário pago (ou massa salarial restrita). Em reais, a média mensal por empregado subiu 6,7% em 2012, passando de R$ 10.634 para R$ 11.348. No ano passado, os salários representaram 51% do CTMO, os outros pagamentos em dinheiro tiveram peso de 16%, os encargos sociais pagos ao Governo de 22% e os benefícios ficaram com 11%. Para as fabricantes, o CTMO representa entre 10% e 12% do faturamento líquido.

Os resultados têm como base informações de mais de 40 empresas químicas, que empregam perto de 45 mil profissionais, o que equivale a aproximadamente 40% do universo total de pessoas ocupadas no segmento.

Fonte: Abiquim



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